Beato Eustáquio



São Damião de Molokai – 10 de maio

 

Autor: Erika Rodrigues | Data de Postagem: 10 de maio de 2016

sdm1   São Damião de Molokai, um pastor que deu a vida por suas ovelhas. “Amou-os até ao extremo”, conhecido em todo o mundo por sua atitude de livremente ir    partilhar a vida dos leprosos exilados em Molokai, no Havaí. Neste Ano Santo da Misericórdia, ele foi escolhido pelo papa, cujo exemplo nos ajudará a viver a    misericórdia.

‘Vem e segue-me’. “Eis a vocação cristã que nasce de uma proposta de amor do Senhor, e que pode realizar-se só graças a uma nossa resposta de amor. Jesus    convida os seus discípulos ao dom total da própria vida, sem cálculo a vantagem humana, com uma confiança sem reservas em Deus. Os santos aceitam este  convite exigente, e põe-se com humildade docilidade no seguimento de Cristo crucificado e ressuscitado.” (Homília do papa Bento XVI na canonização de São  Damião)

 

História

Jozef De Veuster que se tornou Padre Damião ou São Damião de Molokai nasceu no dia 3 de Janeiro de 1840, na Bélgica, e morreu no dia 15 de Abril de 1889, com o corpo e o rosto desfigurados pela lepra. Declarado bem-aventurado pelo papa João Paulo II e santo por Bento XVI, a figura deste missionário continua suscitando perguntas sobre a radicalidade de sua entrega.

 

Recebe o hábito da Congregação dos Sagrados Corações

Aos dezoito anos a vocação religiosa já estava profundamente enraizada na sua alma. Em janeiro de 1859, acompanhando o pai em uma visita a seu irmão Augusto (que já ingressara na Congregação dos Sagrados Corações), em Louvain, foi deixado por algumas horas no convento enquanto o Sr. Franz tratava de outros assuntos na cidade, mas quando este passou pela casa religiosa para buscá-lo, Jozef pediu para ficar, pois isso evitaria a dor das despedidas no lar: a permissão foi então dada pelo pai, que já pressentia que isso iria acontecer. Em menos de dois meses recebeu o hábito religioso, passando a chamar-se Damião, iniciando assim o noviciado (que na ocasião se estendia por 18 meses). Logo demonstrou grande habilidade no aprendizado do latim (a se ressaltar: ele já houvera sido recusado em um seminário ao qual se dirigiu por sua própria iniciativa, sob alegação de ser rude e de desconhecer outros idiomas além do flamengo, sua língua natal).

Enviado para o Havaí, Damião deixa o porto de Brema, na Alemanha, em 1863. Distribui seu retrato aos familiares, sabendo que nunca mais iria revê-los, e carrega consigo somente um pequeno crucifixo, único companheiro de sua vida missionária. A entrega total de sua vida a Deus e à causa missionária começa já neste momento da saída definitiva, para não voltar mais. A missão é sempre um caminho sem retorno. Arrebatado pelo amor de Jesus, o missionário vive completamente pelo Reino. Quando, em 1873, o bispo Maigret convoca os missionários e revela sua preocupação e dor pela situação de miséria e abandono em que se encontravam os leprosos na ilha de Molokai, Damião se oferece, como o primeiro, a pisar naquela ilha maldita. A lepra, naquele tempo, era um verdadeiro terror para todos.

 

Quem se contagiasse deixava de fazer parte da sociedade civil e era totalmente segregado. Os leprosos daquela área eram obrigados a procurar Molokai e viver como animais, até a morte. Damião chega à ilha no dia 10 de maio de 1873. Um grande grupo de leprosos aproxima-se e ele não hesita em apertar a mão de cada um. Bem cedo, torna-se a única esperança daqueles pobres. Ama-os e identifica-se com eles. Começa sempre seus discursos com as palavras: nós, leprosos. Ainda não sabe que, mais tarde, isso será realidade também para ele. Ajuda a organizar a comunidade dos leprosos e a garantir-lhes uma dignidade.

Esta completa dedicação faz-se amor sem limites. Compartilhando a vida dos excluídos, luta para que não vivam como animais. A dedicação faz o missionário solidário. Contagiou-se de lepra e morreu em meio a sua grande obra de caridade.

 

sdm2  Em 1936, seu corpo foi transladado para a Bélgica, onde recebeu os solenes funerais de Estado. Em 1995, padre Damião de Molokai foi      beatificado pelo papa João Paulo II e sua festa, designada para o dia 10 de maio.
sacerdote missionário em 11 de outubro de 2009 passou a ser chamado São Damião de Molokai, canonizado pelo Papa Bento XVI em    presença do rei e da rainha da Bélgica em meio à imensa alegria dos irmãos e irmãs da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e  da Adoração Perpétua ao Santíssimo Sacramento do Altar espalhados pelo mundo.

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