Um testemunho de amor radical, vivido entre os esquecidos de Molokai, que continua a inspirar os santos da Congregação dos Sagrados Corações e a despertar corações para a missão.
Cada 10 de maio se acende como um altar vivo na memória da Igreja. Nesta data, os fiéis de todo o mundo celebram São Damião de Molokai, um dos mais ardentes santos da Congregação dos Sagrados Corações, não apenas como lembrança, mas como renovação do chamado missionário.
Com efeito, esse dia carrega o perfume da entrega total, da presença entre os rejeitados e da santidade que brota no abandono. É quando o céu se inclina sobre a terra para nos lembrar que o verdadeiro amor se faz dom — mesmo nas situações mais extremas — como viveu São Damião, que se fez leproso por amor aos leprosos.
Além disso, essa memória litúrgica nos conecta espiritualmente à Congregação dos Sagrados Corações, que ainda hoje mantém viva a chama do zelo missionário. É uma data de graça para todos que desejam amar como Jesus e Maria: com coragem, misericórdia e um coração totalmente entregue.
Um coração devotado à missão
Afinal, o que leva uma pessoa a entregar a própria vida pelos esquecidos do mundo? Não é fama, nem poder. É amor. Um amor que pulsa no coração de quem entendeu o que é missão de verdade.
Entre os santos da congregação dos sagrados corações, o testemunho de São Damião de Molokai resplandece como um farol de compaixão e entrega radical. Ele não apenas visitou os leprosos — ele escolheu viver com eles, partilhar da sua dor e ser presença de esperança onde só havia abandono.
Nascido na Bélgica, José de Veuster se tornou o Padre Damião. Mas foi nas ilhas do Havaí, junto aos marginalizados de Molokai, que ele se transformou num ícone de compaixão radical. Por isso, seu coração não apenas sentia — ele agia.
Dessa forma, celebrar sua memória em 10 de maio é reconhecer que a missão não é sobre fazer muito, mas sobre amar de verdade. Como Damião, somos chamados a agir com o coração, deixando o conforto para buscar sentido — assim como fez Jesus, o coração ferido da humanidade.
Fidelidade ao carisma da congregação
Logo em seguida, sua vida se entrelaçou ao carisma da congregação dos sagrados corações, que busca viver e anunciar o amor revelado nos Corações de Jesus e Maria. Enviado ao Havaí em 1864, foi ordenado sacerdote em Honolulu, onde se destacou pela entrega missionária.
Com o passar dos anos, um drama marcou profundamente o povo havaiano: a epidemia de hanseníase (lepra). O governo local isolou os doentes em Kalaupapa, na ilha de Molokai. Movido por compaixão, Damião se ofereceu para servi-los, chegando à ilha em 10 de maio de 1873.
Uma vida que se fez oferta
A partir desse momento, sua vida se tornou um sacrifício vivo de amor. Ele construiu casas, capelas, escolas e hospitais, vivendo como irmão entre os doentes. Referia-se a si mesmo como “nós, os leprosos“, tamanha era sua identificação com os que sofriam.
Além disso, São Damião de Molokai expressava a dimensão reparadora da fé, próprio do carisma dos santos da congregação dos sagrados corações. Sua presença entre os excluídos não era apenas assistencialista, mas profundamente evangelizadora.
Por conseguinte, essa entrega total faz dele um dos santos da congregação dos sagrados corações mais inspiradores. Em 1885, ele contraiu a mesma doença, mas jamais deixou sua missão. Suportou dores, rejeições e dificuldades com confiança inabalável no Coração de Jesus.
Santidade reconhecida pela Igreja
Ao longo do tempo, sua santidade se tornou visível aos olhos do mundo. Mesmo gravemente enfermo, Damião irradiava paz e alegria. Seu testamento espiritual ecoa até hoje: “Nenhum sacrifício é grande demais se feito por Cristo”.
Posteriormente, a Igreja reconheceu a grandeza desse testemunho. São João Paulo II o beatificou em 1995 e o Papa Bento XVI o canonizou em 11 de outubro de 2009. Ele é hoje patrono dos leprosos e marginalizados.
No seguimento de São Paulo, “São Damião convida-nos a escolher o bom combate (cf. 1 Tm 1, 18), não os que levam à divisão, mas os que unem. Ele convida-nos a abrir os olhos sobre as lepras que desfiguram a humanidade dos nossos irmãos e interpelam ainda hoje, mais do que a nossa generosidade, a caridade da nossa presença servidora.”
Um santuário do amor e da reparação
A ilha de Molokai se tornou um santuário silencioso da caridade. Ali, entre os doentes e abandonados, floresceu uma vida marcada pela santidade cotidiana. Entre os santos da congregação dos sagrados corações, Damião ensinou que o amor concreto cura feridas mais profundas que a lepra.
Consequentemente, “São Damião de Molokai” permanece como um exemplo vivo de como o amor e a dedicação podem transformar vidas, mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras. Sua vida nos inspira a servir aos necessitados com coragem, compaixão e fé”.
Por essa razão, celebrar o dia 10 de maio é muito mais que honrar um santo: é renovar o chamado ao amor concreto. A vida de São Damião nos impulsiona a sair de nossa zona de conforto para tocar, servir e amar os que mais sofrem.
Santidade ao alcance de todos
De fato, os santos da congregação dos sagrados corações nos mostram que a santidade está ao alcance de todos que vivem o Evangelho com coragem. Damião é um modelo de missionário, de sacerdote e de homem consagrado a Deus e aos pobres.
Dessa forma, sua vida ecoa como um canto de esperança. O missionário de Molokai é sinal da presença de Deus no meio da dor. E sua existência consagrada aponta o caminho da santidade por meio da misericórdia.
Carisma encarnado na entrega total
Em outras palavras, o carisma da congregação dos sagrados corações encontra em Damião um reflexo da ternura divina. A oração, a contemplação e o serviço aos pobres não se opõem, mas se fundem num só testemunho de amor.
Com efeito, a espiritualidade do Coração de Jesus é feita de entrega silenciosa, como a de Damião. Seu legado permanece entre os santos da congregação dos sagrados corações, como chama viva de entrega total.
Ainda hoje,os religiosos da Congregação seguem seus passos. Inspirados por ele, dedicam-se às periferias, às pastorais da saúde, à formação de comunidades e ao cuidado dos descartados.
Inspiração para vocações e leigos
Seu testemunho alcança leigos e jovens que descobrem sua vocação inspirados pela sua história. Quantos se reconhecem tocados pela coragem de um homem que se fez irmão no sofrimento.
Nesse mesmo espírito, os santos da Congregação dos Sagrados Corações continuam a nos desafiar a viver a fé com coragem, compaixão e disponibilidade. Cada passo de Damião em Molokai era uma oração viva, uma resposta ao clamor dos esquecidos.
Um testemunho que não se apaga
Por fim, a memória de São Damião deve nos impulsionar a ações concretas. Neste mês de maio, dedicado às vocações e a Maria, que seu exemplo nos inspire a dizer “sim” a Deus nos desafios cotidianos. Entre os santos da congregação dos sagrados corações, ele permanece como uma chama viva de misericórdia e coragem.
Como nos recorda o Papa Francisco, “a santidade é o rosto mais belo da Igreja”. E os santos da congregação dos sagrados corações, especialmente São Damião, tornam essa beleza algo visível, próximo e profundamente transformador.
Para aprofundar-se em sua história e legado, acesse o site da Congregação dos Sagrados Corações.